O que aconteceu durante o Plano Collor aos Produtores Rurais?

Em um cenário devastador de endividamento do setor agrícola, o que já se antecedia à década de 90, o Plano Collor, através da Lei nº 8024/90, fixou como índice de reajuste a ser observado para os saldos de cadernetas de poupança a variação da BTN (Bônus do Tesouro Nacional). Entretanto, em que pese as cédulas de crédito rural atreladas aos financiamentos agrícolas do período tivessem correção monetária sujeitas aos índices da caderneta de poupança, o Banco do Brasil praticou o reajuste de 84,32% e 74,6% referente ao IPC (Índices de Preços ao Consumidor) em março e abril de 1990, em lugar do índice de 41,28% referente ao BTNF, descumprindo, assim, as disposições normativas previstas na Lei nº 8.024/90 (art. 6º, § 2º).

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O que mudou com o julgamento da ação civil pública?

Em julho de 1994, o Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública (Processo Original nº 94.0008514-1) junto à 3ª Vara Federal do Distrito Federal visando ao reconhecimento da ilegalidade sobre os índices utilizados no reajuste da dívida decorrente de Cédula de Crédito Rural (financiamentos agrícolas concedidos pelo Banco do Brasil), especificamente nos que se refere ao índice utilizado para correção do saldo devedor existente mês de março de 1990, e a consequente amortização (nos contratos ainda com saldo devedor em aberto) ou devolução (quanto aos contratos já quitados), portanto, dos valores pagos a maior pelos produtores rurais. 
Nos termos da decisão recentemente proferida pelo STJ, se pacificou o entendimento no sentido de que o índice de correção monetária aplicável às Cédulas de Crédito Rural, em contrapartida aqueles praticados pela instituição financeira (nos percentuais de 84,32% e 74,6% para março e abril de 1990, respectivamente), e nos quais previa a indexação aos índices da caderneta de poupança, deverá ser o da variação da BTN (e não do IPC, como praticado pela instituição financeira), ou seja, no percentual de 41,28%.

QUEM TEM DIREITO À RESTITUIÇÃO OU AMORTIZAÇÃO DE VALORES?

Possuem direito à restituição ou amortização, em escala nacional, os produtores rurais que tinham contratos de financiamentos de crédito rural com o Banco do Brasil S/A indexados pela poupança, desde que pactuados antes de março de 1990 e com saldos em aberto nesta data, ou seja, quitados ou renegociados após esse período. Isso significa que, mesmo aqueles produtores cujos contratos em que as diferenças do Plano Collor foram posteriormente renegociadas ou quitadas, mas cujo saldo devedor foi incorporado aos novos contratos e possui origem naquele período, detêm o direito ao expurgo desses valores.

QUAL A DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA?

O produtor deverá estar de posse da cópia da(s) cédula(s) rural(is), bem como comprovar os pagamentos ou prorrogação do débito. Por outro lado, para que se possa avançar na confecção dos cálculos, ainda se faz necessária a conta gráfica com a evolução do saldo devedor da conta vinculada ao financiamento. Caso o produtor encontre dificuldade obter ou encontrar tais documentos, estes poderão ser buscado no curso do processo judicial a ser ajuizado individualmente para a elaboração das contas do saldo devedor e posterior execução do montante de ressarcimento devido ao produtor rural.

Perguntas Frequentes

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Alexsandro Albert
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Alexsandro Albert

Plano Collor - Produtores Rurais
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Advogado Integrante da Divisão de Direito Civil e do Consumidor.
Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela UniRitter - Laureate International Universities.
Pós–graduando em Direito Tributário pela UniRitter - Laureate International Universities.
Mediador Judicial com formação teórica pelo UniRitter em parceria com o NUPEMEC/TJRS.

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Bárbara Lourega Guatymozin Lorenzetti

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Advogada Integrante da Divisão de Direito Civil e do Consumidor.
Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela UniRitter Laureate International Universities.
Pós–graduada em Direito Público com ênfase em Direito Administrativo pela UniRitter Laureate International Universities.

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Thomaz Borges Fortes

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Advogado Coordenador da Divisão de Direito Civil e do Consumidor.
Integrante da Divisão de Direito Imobiliário.
Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS.
Pós-Graduando em LLM em Direito dos Negócios Pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS.
Fluência em Inglês.

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Karina Lins

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Sócia e coordenadora da Divisão de Direito Cível e do Consumidor.
Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Olinda/PE.
Formada em Gestão de Crise e Recuperação Judicial pela ESPM.
Pós-graduada pela Ajuris – Escola Superior da Magistratura do Rio Grande do Sul.
Pós-graduada em Direito Empresarial, com ênfase na Advocacia Empresarial pela PUCRS.
Pós-graduanda em Direito Societário Aplicado à Gestão da Empresa pela Faculdade Brasileira de Tributação (FBT).

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