Projeto Pai Presente, do CNJ, é bem-sucedido em todo Brasil

29/10/2013 3 minutos de leitura
O programa Pai Presente, da Corregedoria Nacional de Justiça, possibilitou o reconhecimento voluntário de paternidade de pelo menos 9.851 pessoas que não possuíam o nome do pai na certidão de nascimento. Desde que o projeto foi criado, em agosto de 2010, com o objetivo de fomentar o reconhecimento de paternidade em todo o País, mais de 10 mil audiências foram realizadas em diferentes estados brasileiros para que os pais que não haviam registrado seus filhos na época do nascimento fossem identificados e tivessem a oportunidade de assumir de forma espontânea essa responsabilidade.



Os dados são referentes aos trabalhos desenvolvidos por 15 Tribunais de Justiça que enviaram à Corregedoria Nacional o resultado alcançado até o momento com a mobilização. O Pai Presente é fruto de um esforço conjunto de todo o Judiciário brasileiro, que visa a reduzir o número de pessoas sem registro de paternidade. O programa foi consolidado a partir do Provimento 12, publicado em agosto de 2010 pela Corregedoria Nacional de Justiça, que instituiu um conjunto de medidas a serem adotadas pelos juízes para identificarem os supostos pais e tomarem as providências necessárias no intuito de garantir esse reconhecimento.



Com o apoio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia ligada ao Ministério da Educação, a Corregedoria Nacional encaminhou aos tribunais a lista dos alunos que não informaram o nome do pai no Censo Escolar 2009. Embora tal informação não fosse obrigatória no Censo, a lista serviu de base para que os juízes de cada comarca pudessem localizar as mães e facultar-lhes declarar quem seria o suposto pai. Este, por sua vez, é notificado a se manifestar perante o juiz se assume ou não a paternidade.



Desde agosto de 2010, os tribunais notificaram mais de 120 mil mães na tentativa de chegar ao suposto pai e pelo menos 10,6 mil audiências foram realizadas. Em caso de dúvida ou negativa por parte do pai, o magistrado toma as providências necessárias para que seja realizado o exame de DNA ou iniciada ação judicial de investigação de paternidade. Como resultado do programa, foram realizados pelo menos 1,5 mil exames de DNA, enquanto cerca de 8 mil investigação de paternidade foram abertas.



O programa da Corregedoria Nacional visa a garantir o cumprimento da Lei 8.560/92, que regula a investigação de paternidade. Os Tribunais de Justiça que encaminharam informações à Corregedoria Nacional até o momento são dos estados do Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Piauí, Paraíba, Paraná, Roraima, Rio Grande do Sul e São Paulo.



Projeto desenvolvido na Bahia é destaque no Fantástico



O projeto Pai Presente, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), foi destaque no programa Fantástico (Rede Globo) deste domingo (18). No quadro, denominado "Quem é meu pai?", o jornalista Marcelo Canellas traz casos de filhos em busca do reconhecimento paterno. A série, com seis episódios inéditos e reais, foi filmada, nos Estados de Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro e Brasília.



No início do mês (4), o Brasil conheceu a história do operador de máquinas, Eddy Lewton, que encontrou no projeto a possibilidade de recontar a própria história. Já no programa de ontem, foi a vez de o telespectador conhecer a história do jovem Leonardo, cujo suposto pai - Crispiniano - é vendedor ambulante. Desde que Lindinalva, sua mãe, engravidou, nunca mais se entendeu com o pai de Leonardo. Felizmente, o resultado do exame de DNA, exigido por Crispiniano, deu positivo e, a partir de agora, Leonardo passa a ter sua paternidade assumida.


Autor: JusBrasil
Data: 20/03/2012 - Hora: 14:02:31

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